segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Operação da Polícia Militar apreende dezenas de motocicletas em Itinga do Maranhão


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Itinga do Maranhão - Atendendo a inúmeras reclamações da população o destacamento da Polícia Militar de Itinga do Maranhão deflagrou no último final de semana uma grande operação que culminou com a apreensão de dezenas de motocicletas.
As irregularidades vão desde a falta de documentação e falta de habilitação dos condutores, até a condução dessas motos por menores colocando em risco as suas vidas e da própria população, pois segundo informações colhidas pelo Blog junto a populares de Itinga do Maranhão, os menores praticam direção extremamente perigosa como dirigir em alta velocidade e empinando suas motocicletas.
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A operação foi deflagrada no último final de semana e acontecerá de forma continuada com realização de Blitz’s nos principais pontos da cidade. O objetivo da Polícia Militar é inibir essas ações delituosas praticadas por menores e acelerar junto a população a regularização da documentação obrigatória das motocicletas que transitam pelas Ruas do município.
As motos apreendidas no final de semana foram recambiadas para o pátio do Ciretran, em Açailândia e só serão liberados mediante o pagamento de multas e regularização de toda a documentação.

STF tem 122 pedidos de intervenção na pauta


Há ações contra 14 das 27 unidades da federação. São Paulo e Rio Grande do Sul são os estados com o maior número de processos requisitando a entrada do governo federal em questões estaduais


POR MARIO COELHO
A partir das informações do CNMP e do governo maranhense, Janot decidirá sobre o pedido de intervenção.
A morte de 62 detentos de 2013 para cá dentro do sistema prisional do Maranhão pode gerar um pedido de intervenção federal no estado, atualmente em estudo pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. No entanto, caso o chefe do Ministério Público decida apresentar uma ação deste tipo, ele vai encontrar uma fila de processos solicitando a entrada do governo federal em diversas áreas onde os governadores atuam e que ainda não foram julgados. Tramitam atualmente no Supremo Tribunal Federal (STF) 122 ações de intervenção, a mais antiga protocolada na corte em 1998.
De acordo com dados do STF, São Paulo e Rio Grande do Sul concentram a grande parte dos pedidos de intervenção. A maioria dos casos está relacionada ao pagamento de precatórios. Um deles tramita desde 1998 e questiona a não quitação de dívidas judiciais pelo governo paulista. O processo aguarda, junto com outras oito processos, o julgamento de duas ações diretas de inconstitucionalidade relacionadas ao tema.
Das 27 unidades da federação, 14 enfrentam pedidos de intervenção federal na corte. São Paulo tem 50, enquanto o Rio Grande do Sul se defende em 40. Como eles devem ser relatados pelo presidente da corte – atualmente o ministro Joaquim Barbosa -, o trâmite é lento. De acordo com o próprio Supremo, de 2008 até o ano passado foram analisados 14 processos. Todos eles foram rejeitados.
Em 30 de dezembro, Janot recebeu do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) um relatório final sobre a inspeção realizada no Complexo Prisional de Pedrinhas. Os principais problemas detectados foram as mortes dos detentos, a superlotação e não separação dos presos. Depois, em 7 de janeiro, o governo do Maranhão entregou as respostas sobre as ações do governo para solucionar o problema. Embasado nestes dados, o procurador-geral tomará a decisão de entrar ou não com um pedido de intervenção.
Na quinta-feira (9), o jornal O Globo informou, em matéria publicada no seu site, que Janot decidiu pedir a intervenção federal. De acordo com a reportagem, o chefe do Ministério Público entendeu que é preciso tirar a autonomia do governo do Maranhão na administração do sistema prisional por conta do agravamento da crise. De acordo com a assessoria do MPF, o procurador-geral ainda não definiu se entra ou não com a ação.
Direitos humanos
Uma das ações que tramita na corte e ainda não tem data para ser julgada é bem similar ao caso do Maranhão. Em 2008, o então procurador-geral da República Antônio Fernando de Souza pediu a intervenção federal no presídio Urso Branco, em Porto Velho (RO), por violação dos direitos humanos. Para Antonio Fernando, a situação da unidade prisional era uma “calamidade”. Seis anos se passaram e o caso está de novo nas mãos da própria PGR, que deve se manifestar sobre a posição do governo de Rondônia.
Além de ter um pedido no STF, o caso envolvendo o presídio Urso Branco também chegou à Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA). “Ele pode ir para a corte interamericana, para aí condenar o Brasil internacionalmente. Mas isso vai demorar muitos anos. No caso de Urso Branco, medidas administrativas demoraram nove anos”, afirmou o advogado da Justiça Global, Eduardo Backer.
A Constituição Federal estabelece no artigo 34 as possibilidades para um pedido de intervenção federal ser apresentado. Entre elas, está a garantia ao livre exercício de qualquer dos poderes nas unidades da federação e a reorganização das finanças dos estados. Outra previsão é usar a ação para assegurar o cumprimento de princípios constitucionais como os direitos da pessoa humana, o sistema representativo e o regime democrático.
Caixa de Pandora
Entre os casos julgados em plenário pelos ministros do STF está a intervenção federal no Distrito Federal. O então procurador-geral da República Roberto Gurgel pediu o fim da autonomia do governo e do Legislativo do Distrito Federal em 2010 como uma das consequências daOperação Caixa de Pandora, que revelou focos de corrupção nos poderes Executivo e Legislativo da capital. O pedido foi rejeitado em 30 de junho de 2010 por sete votos a um. Outro processo contra o DF tramita desde 2005 e pede o encerramento do Centro de Atendimento Juvenil Especializado (Caje).
Quase dois anos depois, em 28 de março de 2012, também por maioria dos votos, o STF rejeitou quatros pedidos de intervenção no Rio Grande do Sul. As ações queriam que o governo federal assumisse o pagamento dos precatórios judiciais de decisões transitadas em julgado, quando não há mais possibilidade de recursos. Para os ministros, as dificuldades financeiras enfrentadas pelo estado justificavam o calote da dívida.
Colaborou Edson Sardinha

WhatsApp gratuito para computador é golpe, alerta ESET


Malware rouba dados pessoais e bancários dos internautas e já teria infectado centenas de dispositivos


Se você receber um e-mail prometendo download gratuito do WhatsApp para computadores pessoais, cuidado: você é uma potencial vítima de um golpe arquitetado para roubar informações bancárias e pessoais dos usuários. O alerta é da empresa de segurança da informação ESET.
O golpe, segundo os pesquisadores, é voltado para os usuários brasileiros. Trata-se de um e-mail, supostamente do próprio WhatsApp, que promete o uso do aplicativo de mensagens instantâneas para o PC. Na prática, o objetivo é instalar um Trojan (Cavalo de Troia) na máquina dos usuários -- uma vez instalado, o software malicioso rouba informações importantes, podendo gerar prejuízofinanceiro.
O e-mail utilizado pelos cibercriminosos oferece de forma gratuita o WhatsApp para PCs e sugere que o usuário baixe o aplicativo em um link, conforme imagemabaixo. O laboratório identificou que o suposto arquivo executável – chamado “Whatsapp” – é um código malicioso, identificado como Win32/TrojanDownloader.Banload.
Uma vez executado, o sistema descarrega outro código malicioso: Win32/Spy.Banker.AALL, um trojan capaz de roubar informações pessoais, especificamente relacionadas a dados bancários. Segundo os especialistas da ESET, os levantamentos demonstram que centenas de dispositivos pessoais já teriam sido infectados pelo malware.
Para Raphael Labaca Castro, coordenador de awareness and research da ESET América Latina, os usuários precisam ficar atentos para não cair nesse tipo de golpe. “Se a proposta é muito boa, pouco usual ou duvidosa, é conveniente desconfiar antes de dar o clique e verificar se a informação é verídica”, alerta. O aplicativo WhatsApp somente pode ser usado em smartphones e tablets, conforme consta em seu site oficial.
Entretanto, é possível rodar aplicações para Android e iOS em computadores e Macs -- incluindo o WhatsApp -- através de softwares emuladores, como o BlueStacks App Player e o próprio SDK do Android. Tais programas não representam uma ameaça, mas são recomendados apenas para usuários mais avançados.

A cúpula da PM está insatisfeita com o Secretário Aluísio Mendes



É isto mesmo! A cúpula da polícia militar do Maranhão está insatisfeita com o secretário Aluísio Mendes.
O alto comando da PM condena a atitude do secretário de segurança ao dar sucessivas declarações à mídia ressaltando seu trabalho, o das “Forças de Segurança” do Estado e as “operações conjuntas” das polícias civil e militar, na segurança dos presídios e na pronta resposta aos atentados das facções criminosas. Ora! Todos sabem que a única força que está trabalhando nos presídios é a polícia militar.
Todos sabem que foi o Serviço de Inteligência da Polícia Militar que conseguiu identificar e prender, em menos de 36 horas, dezenove dos envolvidos nas ações criminosas promovidas em nossa capital, inclusive naquelas contra as delegacias da polícia civil.
Todos observam que é a polícia militar que está ainda mais presente nas ruas, buscando garantir a segurança do povo maranhense.
Para tanto, a jornada de trabalho dos policiais militares foi ampliada, ficando ainda mais dura e perigosa. Nenhum policial militar está insatisfeito por estar trabalhando mais. O que está deixando o alto comando insatisfeito são as declarações do próprio secretário de segurança e de integrantes de outras “Forças de Segurança” querendo dizer que estão fazendo o trabalho que, na verdade, está sendo feito pela polícia militar.
“A Cesar o que é de Cesar”!

PM nos presídios dificulta entrada de armas e drogas no Complexo Penitenciário de Pedrinhas



Desde que policiais militares passaram a reforçar o policiamento no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, no dia 27 de dezembro do ano passado, várias armas e entorpecentes foram apreendidos.
De acordo com o Comandante do Policiamento Especializado,Coronel Ivaldo Barbosa, aproximadamente 600 armas brancas, 8 Kg de drogas,70 celulares, 21 munições calibre 38, 1 pistola 380 com 11 munições foram apreendidos dentro dos presídios que compõem o Complexo Penitenciário de Pedrinhas.
Deste total, 90% foi apreendido dentro das celas, o restante durante revista aos visitantes dos presos. Cerca de 15 pessoas foram presas tentando entrar com armas, drogas e diversos objetos nos presídios.
As revistas nas celas são feitas todos os dias e por mais de uma vez. Ao todo, 70 policiais militares estão trabalhando dentro das unidades prisionais.
Os líderes das facções criminosas não estão gostando nem um pouco do trabalho desenvolvido pela PM no Complexo de Pedrinhas.

Luis Fernando e Maurício Macedo inauguram Distrito Industrial de Grajaú



Inauguração Distrito Industrial de Grajaú
Inauguração Distrito Industrial de Grajaú
Mais um importante investimento do Governo do Estado, da ordem de R$ 3,9 milhões foi entregue no Maranhão.
Trata-se do Distrito Industrial de Grajaú. A cerimônia teve presença de lideranças políticas, empresariais e trabalhadores do município e cidades vizinhas que compareceram ao local.
Representando a governadora Roseana, o secretário de Infraestrutura, Luis Fernando Silva, inaugurou a obra junto com secretário de Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Mauricio Macedo; do prefeito de Grajaú, Júnior de Sousa Otsuka, além do ex-prefeito Mercial Arruda e demais autoridades.
Em entrevista à imprensa, logo após a inauguração, os secretários Luis Fernando, Maurício Macedo e o prefeito Otsuka falaram sobre o investimento.

Crise no sistema penitenciário do Maranhão foi reportagem da semana na Record


A crise no sistema penitenciário do Estado do Maranhão e a onda de violência estabelecida em São Luís estão em destaque na mídia nacional e internacional há pouco mais e uma semana.
A noite de terror vivida na capital maranhense na primeira sexta-feira do ano repercute até hoje no mundo.
Neste domingo (12) a TV Record, através do programa Domingo Espetacular, dedicou mais de 20 minutos do noticiário para detalhar os graves problemas ocorridos em São Luís, que culminaram na morte da pequena Ana Clara, de seis anos, morta num ataque a ônibus, promovido por bandidos perigosos de facções criminosas, de dentro da penitenciária de Pedrinhas.
Acompanhe a reportagem completa abaixo, dividida em duas partes, com imagens exclusivas do incêndio através de quatro câmeras.

De novo, Renan Calheiros!



Por: Pedro Cardoso da Costa

Renan Calheiros é o Sarney das Alagoas, o Jucá de Roraima, o ACM da Bahia ou Maluf de São Paulo. Nunca antes na história deste país uma figura tão perniciosa fez o que Renan faz com o dinheiro público sem nenhuma consequência política.


Ele se tornou um deus da política nacional. Tanto que foi um dos defensores de Fernando Collor de Mello e ministro da Justiça (da Justiça!) no governo tucano de Fernando Henrique Cardoso. Trata-se de um trapaceiro inveterado.


Em 2007, renunciou à Presidência do Senado por conta de acusações de que uma empreiteira amiga pagava a pensão de um filho. À época, a imprensa deitou e rolou com a questão secundária do filho ser de uma relação extraconjugal - sem nenhuma relevância para o mundo político - e deixou de lado a questão central de que uma empresa não paga conta de um político apenas por ser boazinha.


Para evitar prolongamento, ano passado, Renan Calheiros pegou um avião da farrista Força Aérea Brasileira – FAB, o lotou de asseclas e se foi para um casamento de um amigo no interior da Bahia. 


Após toda a repercussão na imprensa, o dinheiro foi devolvido. Aí se descobriu que os aviões da nossa Força Aérea serviam – talvez somente – para o lazer de autoridades. Não precisavam comprovar, como ainda continua, se realmente se trata de serviço, mesmo que a maioria se desloque nas vésperas de feriados prolongados e nos fins de semana. Não precisa informar quantas pessoas levam e com qual finalidade viajariam. Isso dificultaria a requisição das aeronaves, já que a maioria quer mesmo é mostrar seu poder de abusar do dinheiro da viúva.


Não satisfeito com seu currículo de galinheiro, eis que o quarto substituto da Presidência da República voa de novo de Brasília a Recife para implantar fios de cabelo. Gente, isso num país minimamente sério daria renúncia imediata. Renan bastou devolver o dinheiro e rapidamente sua ficha corrida de improbidade administrativa ficou limpa porque não comporta mais anotações.  


Para que não restem dúvidas, transcrevo uma pequena definição de improbidade do site da Escola Superior do Ministério Público da União. 


“O que é improbidade administrativa?  


A improbidade administrativa caracteriza a conduta inadequada de agentes públicos, ou de particulares envolvidos, que por meio da função pública:
 . enriqueçam ou obtenham alguma vantagem econômica de forma indevida em razão do exercício de cargo, mandato, função, emprego ou atividade em órgãos e entidades do serviço público;

. causem dano ao patrimônio público, com o uso de bens públicos para fins particulares, a aplicação irregular de verba pública, a facilitação do enriquecimento de terceiros à custa do dinheiro público, entre outros atos;

. violem os deveres de honestidade, imparcialidade, legalidade e lealdade às instituições públicas.”


Impressiona o fato de não trazer consequência, o Ministério Público Federal, as corregedorias das Casas contentam-se com o ressarcimento dos valores gastos indevidamente, como se a probidade fosse recuperada com o pagamento. Não existe compra e venda de conduta ética. A devolução de valores financeiros independe da violação ética.

Inverteram-se de vez os valores, e a sociedade já aceita isso naturalmente. Na zona rural do Nordeste quase cem por cento dos carros e motos não têm documentação. Eles são fruto de irregularidades diversas e a maioria vem de roubo mesmo. E o que é feito? O mesmo que vem sendo feito até hoje com as maracutaias de Renan Calheiros: nada, absolutamente nada. Por isso, ficou mais fácil uma autoridade requisitar um boeing e atravessar o Brasil para colocar fios de cabelo do que uma pessoa pedir uma pizza na esquina de sua casa.


Pedro Cardoso da Costa – Interlagos/SP

   Bacharel em dinheiro


"NÃO HÁ DEMOCRACIA ONDE O VOTO É OBRIGATÓRIO"

Apesar de necessária, intervenção no Maranhão é muito difícil



Procurador geral da república, Rodrigo Janot,
O histórico do STF e a política não ajudam em nada para que haja intervenção federal do Maranhão em virtude da crise na segurança e no sistema penitenciário do estado. A Corte nunca aprovou uma intervenção em um estado, mesmo em outras situações semelhantes de violência.

A intervenção federal afasta temporariamente a, autonomia do estado. O Presidente do Supremo é o relator dos pedidos de intervenção federal e, antes de levar o processo a julgamento, ele pode tomar providências que lhe pareçam adequadas para tentar resolver o problema administrativamente. Caso avalie que isso não é possível, o processo prossegue, sendo ouvida a autoridade estadual e o procurador-geral da República. Depois, o processo é levado a plenário.

Denúncias de decapitações, de violência sexual dentro do sistema penitenciário, além de crimes cruéis comandados por detentos, fizeram surgir a possibilidade de um pedido de intervenção no Estado do Maranhão, por violação aos direitos da pessoa humana, cujo fundamento é o art. 34, VII, “b”, da Constituição Federal.

Ainda que o Procurador-geral peça a intervenção, numa remota hipótese de aceitação da intervenção pelo STF, que ainda pode ser definido apenas na área penitenciária e/ou de segurança pública, o pedido deve em instância final ser apreciado pelo Congresso Nacional, isto é, o peso político ainda terá um fator decisório. E como o Congresso é composto por maioria de aliados do governo federal e do PMDB, a intervenção pode ser descartada.

Petição

Ainda assim, um grupo tem se mobilizado na web para pedir a intervenção. Mais de 14 mil assinaram petição por intervenção federal no Maranhão. Foram mais de 3.400 compartilhamentos via Facebook, 187 tweets, 32 socializações via Orkut e envio de 280 e-mails já mobilizaram mais de 40 mil visualizações na petição que pede que o Procurador-Geral da República solicite a intervenção federal no Maranhão. O que totaliza até o momento 14.032 assinaturas confirmadas (às 23h57 de 11/01/2014).

O conjunto das assinaturas será enviado ao Procurador. Nesta segunda-feira (13/01), essa parcial será entregue aos senadores da Comissão de Direitos Humanos do Senado que vem a São Luís para verificar de perto a situação da barbárie maranhense.

Verba da Segurança não é aproveitada e União recebe de volta R$ 135 milhões

<br /> Professor da Universidade de Brasília Flávio Testa<br /> Foto: D.A Press/21-8-2008 / Paulo H. Carvalho/CB
Globo.com
Professor da Universidade de Brasília Flávio Testa D.A Press/21-8-2008 / Paulo H. Carvalho/CB
Apesar dos altos índices de homicídios no país e de a violência ser apontada como um dos principais problemas pela população brasileira, estados, municípios e ONGs não conseguem gastar toda a verba federal que recebem para a área de Segurança Pública.
Números da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça, mostram que, nos últimos três anos, o governo federal recebeu de volta R$ 135,35 milhões que havia repassado a estados, municípios e ONGs por meio de convênios. Hoje, uma comissão de senadores visitará o presídio de Pedrinhas, no Maranhão, onde 59 presos foram decapitados só em 2013.
Segundo a Senasp, as devoluções têm três motivos. Dois indicam mau uso da verba: ou houve irregularidades no projeto ou ele simplesmente não foi executado. O terceiro, ao contrário, aponta bom aproveitamento do dinheiro: o projeto foi executado gastando menos do que o previsto.
De acordo com a secretaria, não é possível separar quanto estados, municípios e ONGs devolveram por terem enfrentado problemas na execução dos convênios e quanto por terem conseguido economizar. Mas foi em tom de reclamação que a titular, a secretária Regina Miki, disse que todos os estados vêm devolvendo parte da verba nos últimos anos.
Em outubro, numa palestra, ela lembrou que o governo federal depende de ações de governos estaduais e municipais para conseguir efetivar as políticas na área de Segurança.
São Paulo foi onde governo, municípios e ONGs mais devolveram recursos nos últimos três anos: R$ 23,3 milhões. Em seguida, vêm Rio Grande do Norte (R$ 12,08 milhões), Rio Grande do Sul (R$ 7,9 milhões), Pernambuco (R$ 7,71 milhões), Rio (R$ 7,71 milhões), Paraná (R$ 7,68 milhões) e Amazonas (R$ 7,52 milhões).
No Rio, foram devolvidos R$ 3,1 milhões em 2011, R$ 461,9 mil em 2012 e R$ 4,14 milhões em 2013.
Segundo o Ministério da Justiça, os R$ 135,35 milhões devolvidos se referem a todos os convênios na área de Segurança, o que abrange o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), o Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) e outros. Isso inclui, ainda, parcerias firmadas em anos anteriores, mas cujos recursos foram devolvidos só em 2011, 2012 ou 2013. O levantamento também inclui municípios e ONGs pois, diz a Senasp, “não há como separar esta informação nos sistemas”. Mas, desde 2011, já não são feitas parcerias com ONGs.
De acordo com o ministério, são muitos os motivos alegados para a devolução. Um deles é o início tardio da execução do convênio por problemas na estrutura administrativa. Também há falhas nos processos licitatórios. Em outros casos, falta pessoal capacitado, ou o quadro de funcionários é incompatível com a demanda. Outro motivo possível é aquisição de bens ou serviços a custo menor que o previsto.
Os R$ 135,35 milhões devolvidos seriam suficientes para cobrir os gastos com programas importantes em Segurança Pública. O dinheiro cobriria, por exemplo, a maior parte das despesas da Senasp com a aquisição de 38 scanners veiculares usados no combate a contrabando, tráfico de drogas, de armas e de pessoas, a serem doados a todos os estados. O custo da compra ficou em U$ 66,5 milhões (R$ 159,6 milhões). Os valores devolvidos também seriam suficientes para construir três presídios federais como o previsto para Brasília, estimado em R$ 38 milhões.
O sociólogo da Universidade de Brasília (UnB) Flávio Testa, também professor da Fundação Getulio Vargas (FGV), diz que o mau uso das verbas não é culpa só de estados, municípios e ONGs. Segundo ele, o governo federal tem sua parcela de culpa.
—Há muita burocracia por parte do governo federal. Os controles, não que sejam muito rigorosos, mas são burocráticos demais. E há um jogo político. Quando você tem muitas exigências burocráticas, acaba perdendo prazo. E, evidentemente, há também, por parte dos estados, certa negligência no preparo de suas equipes para negociar a liberação de recursos. O governo federal deveria cobrar dos estados mais efetividade.
Além das dificuldades para gastar os recursos, em alguns casos também foram detectadas irregularidades. De janeiro de 2011 a setembro de 2013, a Controladoria Geral da União (CGU) fez 12 tomadas de contas especiais em repasses do Ministério da Justiça. Ao todo, segundo a CGU, estados e municípios terão de devolver à União R$ 7,3 milhões. Outras 3 inspeções, estas em convênios com ONGs, apontaram irregularidades de R$ 3,6 milhões.
Mas não só os estados têm problemas para aplicar os recursos. O governo federal também executa pouco do orçamento. Dados oficiais mostram um orçamento total de R$ 32 bilhões para ações de Segurança entre 2011 e 2013. No mesmo período, incluindo valores liberados em anos anteriores, mas que ainda não tinham sido pagos, foram gastos R$ 14,1 bilhões — ou seja, menos da metade.
— Do jeito que está, não funciona. Acho que a Senasp tem uma dificuldade imensa de entender o Brasil, de fazer um planejamento estratégico e negociar com os governadores um plano estratégico de Segurança Pública — diz Testa.

domingo, 12 de janeiro de 2014

MPF denuncia organização criminosa acusada de fraudar sistema do IBAMA no Maranhão


Composto por 26 membros, esquema criminoso utilizou hackers para furtar créditos de madeira.
MPF-MAO Ministério Público Federal no Maranhão (MPF/MA) oferece denúncia contra organização criminosa acusada de fraudar o sistema de controle de origem de produtos florestais (Sisdof) do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
Provas coletadas durante a Operação Nuvem Negra da Polícia Federal (PF) comprovam fraudes que consistiam na invasão de sistema de empresas e do Ibama, seguido por furto de senhas e de créditos de madeira. O inquérito policial também indicou a confecção de falsos Documentos de Origem Florestal (DOF´s) e esquentamento de produtos florestais extraídos ilegalmente de áreas federais protegidas.
Foram utilizadas empresas para movimentar créditos de madeira serradas das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil para os Estados do Maranhão e do Pará, especialmente para madeireiras e serrarias localizadas próximas à Reserva Biológica Gurupi e às terras indígenas Awa, Caru e Alto Turiaçú.
De acordo com a denúncia, Altieres Araújo, Wallas Rodrigues e Elton Castro formavam a liderança do esquema criminoso, composto por 26 membros, no total. Os furtos dos créditos de madeira tiveram seus responsáveis identificados mediante a apuração dos IPs (Internet Protocol) envolvidos nas operações.
Segundo Juraci Guimarães, um dos procuradores da República responsável pela ação, “a sofisticação da organização criminosa, acrescido aos milionários valores envolvidos em prejuízo ao meio ambiente, exigem uma atuação efetiva do Ministério Público Federal, Polícia Federal, Ibama e do Poder Judiciário para a condenação desses criminosos”.
Assessoria de Comunicação
 
Procuradoria da República no Maranhão

A ordem agora é matar policiais militares


Caso se efetive a transferência de bandidos de alta periculosidade para presídios federais nesta semana, o derramamento de sangue vai atingir fardas e botas no Maranhão.
1497533_629846210410324_1431833061_nEsta é a ordem que saiu de dentro do complexo penitenciário de Pedrinhas. Os líderes das duas facções criminosas estão incomodados com a presença do Batalhão de Choque no presídio, principalmente agora com as revistas feitas às mulheres que estavam abastecendo os detentos com drogas, armas e bebidas,
Mas o maior incomodo mesmo é a provável transferência das lideranças para presídios federais. Eles estão ameaçando mandar matar policiais militares.
Neste sentido um mapa com endereços dos militares foi elaborado e entregue aos líderes criminosos na tarde de sexta-feira. Os homens do Batalhão de Choque são as miras principais.

Um pouco de bom senso, finalmente



Advogado Abdon Marinho.
Advogado Abdon Marinho.
Os noticiosos dão conta que em pelo menos um ponto, no rescaldo da atual crise, as autoridades locais deram ouvidos à razão e resolveram transferir as vítimas dos ataques criminosos para locais que possam atendê-los com a eficiência que o caso requer. Uma das vítimas já foi transferida para Goiânia (GO) e informam que mais uma, a mãe da menor Ana Clara, será levada para Brasília (DF).
Finalmente fizeram o óbvio, o que se espera numa situação dessa. A providência tomada agora, como os amigos recordam, é a mesma que cobrei desde domingo quando soube que as vítimas estavam no Socorrão II, local que as autoridades sabiam não possuir capacidade para o atendimento das vítimas, em face da gravidade do caso. Falei sobre isso quase todos os dias da semana. Como é que eu que não sou ninguém, não conheço a fundo a realidade da saúde pública, exceto pelo que ouço todos os dias, sabia o que deveria ser feito e as autoridades não sabiam? Se não sabiam é até bem pior.
Na verdade todos sabiam, o próprio secretário estadual de saúde bradou desde sábado que o Socorrão II não possuía unidade de queimados. Então sabiam, e como tal deveriam ter conduzido as vítimas para a estabilização e fazer o que começaram a fazer ontem, conduzir as vítimas para as referências adequadas. Em face a gravidade do quadro apresentado pelas vítimas essa era a primeira providência a ser adotada. Se tivessem agido desta forma, com o zelo devido, talvez a menina Ana Clara não tivesse perecido na segunda-feira ou ao menos, teriam feito tudo que podiam. Tudo que estava alcance. Não. Não acharam importante isso. Primeiro relutaram o máximo que podiam em remover as vítimas do Socorrão II, unidade, que pelas referências que ouço quase todos os dias nas rádios, é uma espécie de Pedrinhas da saúdas pública. Depois seguraram o máximo que podiam para levar conduzi-los aos centros que podem prestar um atendimento de referência. Quais os motivos? Acreditavam que dariam conta? Como justificam a demora? Quais os motivos que impediram de levar Ana Clara para um outro centro de saúde?
Um dos grandes problemas do Maranhão é que as autoridades não sabem a responsabilidade do cargo que ocupam. Analisem os noticiários de sexta-feira para cá e veremos que as nossas “autoridades” estavam mais preocupados em debates inócuos com a oposição, em se digladiarem do que em prestar a devida assistência as vítimas. Não se pode levar a sério um estado onde a vida humana fica em segundo plano porque as autoridades estão preocupadas em debates eleitorais ou em ficar atribuindo culpas. E isso começou, se não me falha a memória, com o próprio secretário de estado da saúdas quando, ao invés de assistir as vítimas, partiu foi para acusar o Município de São Luís de receber verbas do SUS para um centro de queimados inexistente. Indago, com meus botões, era hora? Na minha opinião, não. Assim como, não é hora de se inventariar a despensa do Palácio dos Leões, assim como não é hora para se licitar caviar, lagostas, uísque, etc. A prioridade do momento era/é garantir que as vítimas sejam bem atendidas e consigam sair desta tragédia com o mínimo de sequelas possíveis, o que já não será possível para a que não resistiu. Reconhecem, agora, que não têm como atender as queimaduras menos graves e não a da criança que teve mais de noventa por cento corpo queimado?
Depois de se assistir as vítimas, recuperar o comando do estado que se encontra sob o domínio do crime aí sim, discutir as razões pelas quais a capital ainda não possui um bom centro para atendimento de queimados para atender sua população ao menos para prestar assistência intermediária. Discutir as razões pelas quais as unidades de alta complexidade não tem esse outros serviços.
A manchete de capa do jornal “o estado do maranhão”, diz: “socorro ao herói…” entendi, os heróis do estado podem ser socorridas depois de quase cinco dias. Na verdade o título pomposo esconde e tenta mascarar o que eles de fato são, vítimas do crime no primeiro momento e do estado na seqüência. Um pouco de compostura e pudor ficaria bem numa hora dessa.
Assistir as vítimas, proteger a sociedade, defender o estado, esta deveria ser a pauta das autoridades. Aliás, essa é a pauta mínima que se espera das autoridades. Afinal, governar é cuidar das pessoas. Não é isso que quase todos dizem?

MA: Senadores insistem em visitar presídios em crise



A diligência da  Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) ao presídio de São Luís do Maranhão está prevista para segunda-feira (13).
O objetivo é ver de perto a situação do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, onde foram assassinados cerca de 60 detentos ao longo de 2013. A presidente da comissão, a senadora Ana Rita (PT-ES), disse que a visita também servirá para que a CDH se posicione sobre a possibilidade de uma intervenção federal no estado.
A alega que a sociedade está com dificuldades de ter acesso ao presídio e os familiares estão preocupados. Os senadores Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) e João Capiberibe (PSB-AP), vice-presidente da CDH confirmaram presença na visita. Outros senadores podem participar da viagem.
Ana Rita adiantou alguns compromissos da programação da diligência, que ainda está sendo elaborada. Segundo a senadora, os parlamentares devem viajar no domingo à noite para chegarem na manhã de segunda-feira ao local. Pela manhã, haverá uma reunião com a Sociedade Maranhense de Direitos Humanos e uma visita ao presídio. À tarde, a comissão deve se reunir com as autoridades locais da administração penitenciária, do Tribunal de Justiça, da Defensoria Pública e outros.
“É um primeiro passo para dialogar com a sociedade e definir os próximos encaminhamentos”, disse Ana Rita. A CDH deverá encaminhar pedidos de informação aos órgãos governamentais e vai tratar do assunto no dia 5 de fevereiro, em sua primeira reunião do ano.
Agência Senado