quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Lei deve proibir ex-presidentes de disputar eleições, diz Sarney

Um dos mais longevos políticos brasileiros, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), defende uma mudança na lei para regular o comportamento de ex-presidentes da República. "Nós devíamos ter, no Brasil, uma legislação que não permitisse a nenhum ex-presidente da República que voltasse a qualquer cargo eletivo", sugere o político maranhense de 82 anos.
Sarney chegou à Câmara como deputado federal pelo Maranhão em 1955. Nunca mais saiu da política. Passaram-se já 57 anos. Foi presidente da República de 1985 a 1990. Em seguida, fez o que agora não recomenda aos demais: disputou e venceu, pelo Amapá, três eleições sucessivas para o Senado. Em 2015, quando termina seu atual mandato, terá completado 24 anos no Congresso.

  Em entrevista ao "Poder e Política", projeto da Folha e do UOL, disse que agora não pretende ser mais candidato a nada. Começa seu rumo à aposentadoria eleitoral no começo de 2013, quando deixa a presidência do Senado. Um pouco melancólico, acha que as "medidas provisórias destruíram o Congresso", mas não enxerga solução no curto prazo. Defende uma mudança no sistema de governo para o parlamentarismo. "Até lá, nós vamos viver baseados na qualidade do presidente da República de manter o país estável".
Sobre sua sucessão no Planalto, em 1989, tem uma avaliação sobre o candidato do PMDB a presidente naquele ano: "O Ulysses cometeu um grande equívoco. O equívoco do Ulysses foi achar que rompendo com o governo ele teria o apoio da opinião pública". A personagem da crítica é Ulysses Guimarães (1916-1992), que naquela disputa ficou com 4% dos votos, rompido com Sarney.
Político moderado e ao longo da carreira posicionado do centro para a direita, Sarney apoiou o governo do petista Luiz Inácio Lula da Silva. Enxergou ali uma forma de ilustrar sua imagem. Lula, conta Sarney, foi três vezes à casa dele para pedir apoio. "Para mim, era muito bom. Durante todo esse tempo de político [eu era] tido como conservador. Eu vi essa possibilidade de nós termos um operário no poder".
Ao deixar a presidência do Senado, no início de 2013, Sarney pretende ter menos compromissos partidários. Quer desfrutar mais de sua "paixão" pelo Maranhão. "É uma saudade que não passa".
Sergio Lima/Folhapress
O presidente do Senado, José Sarney, durante entrevista, em Brasília
O presidente do Senado, José Sarney, durante entrevista, em Brasília
A seguir, trechos da entrevista realizada em 17 de dezembro:
Folha/UOL - Ao assumir a presidência do Senado o sr. disse que talvez fosse a última eleição que disputaria. É isso mesmo?
José Sarney - Uma vez o Virgílio Távora conversando comigo disse [que há] duas maneiras de a gente largar a política militante. Ou quando o povo largava a gente, ou quando a gente larga o povo. Nós temos outra, que é a idade. Eu, na minha idade, não posso jamais pensar em ser candidato novamente ao Senado.
Em 2015 o sr. pendura as chuteiras?
A política só tem uma porta. Disse isso no meu discurso de entrada na Academia Brasileira de Letras. Não tem porta de saída. Não poderei deixar de fazer política, de ser político.
Do ponto de vista político eleitoral?
Mandatos eletivos não vou ter mais. Também não quero ter atividades partidárias.
O sr. está com 82 anos. Como está a sua saúde?
Muitas vezes olhamos a nossa fotografia, mas não olhamos as nossas radiografias. Graças a Deus, eu estou bem. Não posso me queixar.
E a política brasileira?
O Brasil tem um gargalo a ultrapassar. A sua organização política. Nossas instituições políticas remontam ao século 19. Nós ainda não conseguimos uma estrutura política como aquelas que servem as democracias modernas e que dão estabilidade.
Por exemplo?
Hoje nós ainda estamos com as medidas provisórias. Essas medidas provisórias destruíram o Congresso. Ao mesmo tempo, jogaram nas costas do Executivo uma função que ele não tem. E jogaram nas costas do Legislativo também algumas funções que ele não tem.
A Constituição de 88 transferiu ao Poder Executivo, através das medidas provisórias, a capacidade de legislar.
Então, nem o Congresso funciona na sua plenitude. E, também, o Executivo fica muito dependente dessas medidas. O resultado é que se faz uma legislação circunstancial do dia a dia.
Mas todos os presidentes da República dizem que é muito difícil governar sem o instrumento da medida provisória...
É essa a grande armadilha que foi feita. É porque sem as medidas provisórias, é impossível governar... E com elas, a democracia jamais se aprofundará e as instituições jamais se consolidarão. Quer dizer, o Congresso passou a entrar numa crise que vive até hoje.
De pouco poder?
De não legislar. Ele legisla para sancionar aquilo que o Poder Executivo já legislou, porque já está em vigor. As medidas provisórias. É isso que eu chamo de o grande gargalo.
A solução...
No Império, quando a Constituição passou a não funcionar, foi feito um ato adicional. O ato adicional, então, conseguiu estabelecer como funcionaria o regime parlamentarista, criou o conselho de Estado. Ao mesmo tempo, transformou o poder moderador para que o país pudesse realmente funcionar como funcionou.
Em algum momento, nós vamos ter um instrumento dessa natureza. Ou uma constituinte limitada para colocar a Constituição de 88 em termos de tornar o Brasil com uma governança moderna.
A Constituição é híbrida sobre esse ponto. É ao mesmo tempo parlamentarista e presidencialista. Nossa Constituição é tão falha que nós já temos 67 emendas constitucionais. Os artigos que têm nessas emendas são superiores aos artigos da Constituição. E temos em tramitação no Congresso 1.500 emendas constitucionais. E já passaram pelo Congresso nesses anos 3.500 emendas constitucionais.
No caso das medidas provisórias, algum presidente será generoso a ponto de entregar esse poder ao Congresso?
Esse é um ponto que nós temos. É que ninguém abdica de poder.
E como fazer?
Não se faz a reforma política porque todos os que estão em mandatos eletivos pensam que vão perder as condições que os levaram à conquista do mandato. E não se faz a reforma das medidas provisórias porque os presidentes acham que vão perder uma força muito grande.
Quando e como isso será resolvido?
Como todas as coisas de Estado se resolvem. Quando a crise se tornar paroxística.
Não é agora, então?
Não é agora. Confesso que não vejo, numa visão de médio prazo, nenhuma possibilidade de que isto possa ocorrer. Como também eu estou no Congresso há 54 anos e vejo se falar em reforma política todo o tempo. E eu, às vezes, me entusiasmo, até tenho tido várias iniciativas. Digo: "Agora, nós vamos fazer". Mas, evidentemente, quando o assunto entra em marcha, não vai. Não avança.
Quando avançará?
Esse assunto só vai ser resolvido quando nós mudarmos do regime presidencialista para o regime parlamentarista. Eu acho hoje que nós devemos entrar no regime parlamentarista. Por quê? Porque nos momentos de crise, cai o governo. E a estrutura continua estável. Não cria crise. Aqui, no regime presidencial, qualquer crise atinge o próprio governo. Para sair disso, é muito difícil.
No Império, nós tivemos o Poder Moderador. Na República, quando começou a República, começou logo a ter os seus problemas. Primeiro foram as eleições. Como fazer eleições se o povo quer votar no regime monárquico? Chegou ao ponto em que o ministro da Justiça, que era o Campos Sales, fez uma reunião e disse: "Olha, temos que fazer uma legislação para fraudar a eleição".
Foi a chamada República Velha, com aquela legislação em que o Pinheiro Machado ficava na porta do Congresso reconhecendo os mandatos. "Esse é nosso. Entra. Esse é mais ou menos, corta". É isso que aconteceu.
O que deu? Nas crises, as Forças Armadas queriam e assumiram essa função de poder moderador. Elas mesmas diziam ter "destinação histórica" e começaram com as intervenções militares. Essas intervenções militares foram, periodicamente, se manifestando ao longo das crises que se criavam no Brasil.
Numa democracia moderna, amadurecida, essa função de poder moderador é feita nos países parlamentaristas. Países presidencialistas têm muito pouco no mundo hoje. A não ser países autoritários, com ditadores.
Os EUA são uma exceção?
Uma exceção, mas é muito diferente. O sistema americano funciona, mas o Congresso também funciona fiscalizando o Executivo permanentemente. É um regime muito diferente. Realmente, a federação existe. No Brasil, não existe mais a federação.
E como será até chegar o parlamentarismo?
Até lá, nós vamos viver baseados na qualidade do presidente da República de manter o país estável.
Alguma coisa será aprovada no curto prazo do que se chama reforma política?
Duas coisas vão ser aprovadas. Primeiro, o financiamento de campanhas. Isso aí, nós vamos aprovar. Essa é uma parte que vai se fazer.
O que mais?
Proliferação de partidos. Vai se encontrar uma solução porque todos já estão sentindo que é impossível. Principalmente agora que a Justiça decidiu que eles têm acesso imediato ao fundo partidário e à televisão.
Está acontecendo um fenômeno que está matando os partidos grandes. Porque ninguém quer mais concorrer em partido grande. O que todo mundo faz: vendem-se pequenas legendas, fazem esses acordos espúrios em nível baixo. Então, os candidatos que são eleitos têm votação que às vezes correspondem a um terço da votação, ou muito menos do que isso, dos candidatos que foram eleitos nos grandes partidos.
Ainda existe o risco de volta dos militares?
Isso afastamos definitivamente. O Brasil superou essa fase.
E quais valores emergiram no lugar?
Primeiro, estamos atravessando o maior período em que o país já teve de estabilidade constitucional sem nenhum problema, nenhuma ruptura. Funcionou de tal maneira que tivemos até um impeachment de um presidente. E o país caminhou.
A Constituição de 88, se por um lado deu problemas, por outro deu uma estabilidade muito grande que o país necessitava, que foi a sua visão social. Nós entramos com uma visão social e não somente com a visão econômica que tínhamos. Isso fez com que tivéssemos uma paz social. O povo participou mais da riqueza nacional. Nós tivemos essa grande melhoria de vida do povo e alguns valores emergiram. O valor da liberdade. O valor da igualdade. A busca da transparência.
É quase a revolução francesa...
Liberdade, igualdade, também, e fraternidade. Fraternidade o povo brasileiro já tem no fundo. Nós já temos uma massa capaz de manobrar a fraternidade porque, realmente, nós temos uma formação de um povo pacífico.
Mas o patrimonialismo persiste.
Esse é um fenômeno histórico que vem da colônia. Os portugueses vieram para cá não para criar uma nova pátria, mas para enriquecer. Naquele tempo, à custa de quê? A custa do Estado. E voltar para a metrópole.
Ao longo do tempo, essa mentalidade foi a do Estado protetor. O Estado que faz tudo. De onde saem todas as dádivas. Tudo acontece por causa do Estado. Até mesmo hoje isso remanesce. Todo mundo quer uma lei.
É que nós vemos no Congresso. Ninguém sabe quantas leis temos no Brasil. Trezentas mil? Ninguém conhece. Todas buscando proteger, de alguma maneira, alguma coisa. As carreiras. Todo mundo quer estender o seu poder, os seus benefícios. Participar do Estado protetor.
Agora em 2012 o Senado aprovou a regulamentação da profissão de historiador...
Para você ver a que ponto nós estamos chegando. Até profissão de historiador. Quer dizer, agora eu até não sei se estou me excedendo quando escrevo sobre história, não é? [risos].
Além do patrimonialismo na relação com o Estado, há o personalismo na política...
É porque os partidos políticos no Brasil praticamente não existem. Nós não temos uma tradição de partido nacional.
Partido nacional no Brasil foi tratado na Lei Agamenon Magalhães de 1946. Outros países da América Latina tinham partidos centenários. E nós [não]. Por quê? Porque nós tínhamos partidos estaduais. Essa tradição de partido estadual remanesce até hoje.
Se olharmos bem, vamos verificar que os partidos são ainda regionais. Quando os militares assumiram o poder em 1964, acabaram com os partidos. Mas foram obrigados, por essa tradição brasileira e pelas realidades locais, a criar as sublegendas. Que, na realidade, ao invés de ter dois partidos que eles criaram [Arena e MDB], naquele tempo com 23 estados, eles dobraram. As sublegendas se disseminaram e ficaram como partidos.
Quando se fundou o Partido Libertador, foi do Rio Grande do Sul. O Partido Republicano era um partido mineiro. Hoje, os grandes partidos são todos de São Paulo. A partir de São Paulo, nos Estados eles funcionam quase como registradores de candidatos nas eleições. Do PMDB de São Paulo, nasceu o PSDB. O PT é um partido também que nasceu em São Paulo. Se nós estudarmos cada um deles, vamos verificar que a origem é estadual.
Algum partido é mais nacional?
Nenhum.
Nem o PT?
Não. O PT não foi fundado como um partido, mas como uma federação de tendências num mundo ainda profundamente marcado pela ideologia que desapareceu. É difícil o PT ter unidade.
Mas o PT tem um amálgama que é o ex-presidente Lula.
Ele [o PT] tem uma coisa que, no Brasil, os partidos nunca tiveram. Como um partido de massa, ele se transformou num partido da classe operária.
O modelo do PT é de um partido de massa. Baseado muito nos partidos europeus que têm também o seu braço sindical. O PT tem as suas centrais [sindicais] e capacidade de mobilização.
Como foi sua reconciliação com o ex-presidente Fernando Collor?
Nós não tivemos um momento de reconciliação porque, no meu temperamento, eu não gosto de declarar guerra a ninguém. Podem declarar a mim. Mas eu não aceito adversário voluntário. Eu me coloco como se fosse uma terceira pessoa nesses fatos. No caso, nunca tive problema de natureza pessoal com o presidente Collor. No governo, ele me atacou muito. Na campanha ele me atacou muito. Todos eles. Não tive um candidato que me defendesse. Era difícil sobreviver.
Por que Ulysses Guimarães, candidato a presidente pelo PMDB, também partido do sr., não o defendeu em 1989?
O Ulysses cometeu um grande equívoco: achar que rompendo com o governo, ele teria o apoio da opinião pública. Na realidade, nenhum governo em qualquer situação deixa de ter, no mínimo, 20% de apoio na opinião pública.
O Ulysses resolveu que até na convenção proibissem que os candidatos do PMDB subissem com os nossos ministros que eram do PMDB no palanque. Isso foi uma decisão tomada pelo então [candidato à] vice-presidente, Waldir Pires.
Diante disso, o PMDB não podia ter legitimidade popular para atrair os que eram contra o governo. O PMDB tinha sido instituidor do governo. Tinha participado do governo. Participava do governo.
Então, abriu esse espaço. Entrou o PT e entrou o Collor -que não sendo atraído pela parte ideológica, tinha entre todos os outros partidos a opinião nacional, classe média, classe conservadora.
Com essa fragilidade, nas eleições de 89, Lula foi para o segundo turno com 16% do eleitorado. O Ulysses teve 4%. Se ele tivesse tido o nosso apoio, se ele tivesse se integrado às nossas forças, porque eu dei liberdade a todos os meus amigos, os nossos ministros, ele teria no mínimo 20%, 25% e iria para o segundo turno. Inevitavelmente, seria eleito. Ele foi vítima dos seus próprios companheiros.
Ulysses ajudou a cristalizar a fragmentação já existente no PMDB?
O PMDB se fragmentou todo quando ele perdeu a perspectiva de poder. Sabiam todos que o Ulysses não seria eleito, que essa estratégia tinha falido. Então, o PMDB se fragilizou.
Em 1989, Lula e o PT o criticaram. Agora, são seus aliados. O que se passou?
Eu acho que durante a campanha de 89 ele não me atacou tanto pessoalmente. O Collor era muito mais pessoal.
Lula atacava mais o governo. Não tivemos esse embate de pessoa a pessoa.
Não tive nenhuma ligação com o Lula. Mas quando eu escrevia na "Folha de S.Paulo", quiseram fazer uma campanha contra o Lula. Eu era absolutamente adversário do Lula, tinha uns 15 anos depois que eu já tinha deixado o governo. Eu fiz um artigo "A Lula o que é de Lula". Dizendo que ele, sendo um líder operário, não podia ser atacado da maneira como ele estava.
Teve algum momento em que conversaram pessoalmente naquele período?
Nunca conversei pessoalmente com o Lula naquele período.
E no governo Lula?
Olha, dizem assim: "O Sarney está apoiando o governo". Eu nunca saí da minha casa para ir à casa de ninguém e dizer assim: "Eu vim aqui para lhe apoiar". O Lula foi à minha casa três vezes. Na campanha dele. Buscaram o meu apoio em companhia do José Alencar.
A conversa era no sentido de apoiar-lhe. Eu achei que era do meu dever. Para mim, era muito bom. Durante todo esse tempo de político [eu era] tido como um político conservador. Eu vi essa possibilidade de nós termos um operário no poder. De concluir o ciclo republicano com 100 anos da República. Nós saímos dos baicharéis que fizeram a República: Prudente de Moraes, Campos Sales. Já entramos no Rodrigues Alves, que era um dos barões do café e era monárquico. Percorremos os militares que ocuparam [o poder]. E chegarmos a esse período com um operário no poder.
Nenhuma classe brasileira pode dizer que esteve fora das decisões nacionais. Isso me deu a responsabilidade de dizer que eu, apoiando o Lula naquele momento, afastava um pouco o medo que se tinha, nacionalmente, de que o Lula ia fazer uma revolução socialista.
Como seria institucionalmente correto o Brasil cuidar de seus ex-presidentes da República?
Eu acho que nós devíamos ter, no Brasil, uma legislação que não permitisse a nenhum ex-presidente da República, deixando o governo, que ele voltasse a qualquer cargo eletivo.
Devia ser proibido?
Devia ser proibido.
Contrariando, inclusive, a sua carreira, a de Itamar Franco e de vários?
Devia ser proibido. Devia-se dar ao ex-presidente da República as condições para ele exercer as funções do ex-presidente da República.
Quais são elas?
Tendo sido um presidente da República, é detentor de informações muito preciosas. Ele é detentor de uma visão do Brasil, do seu país, em nível internacional, da sua inserção a nível mundial. Pode ser um braço não governamental das negociações em que o governo não pode entrar diretamente, para ser um homem apaziguador. Essa é a função do ex-presidente, como ele exerce nos Estados Unidos. Mas ele tem que ter condições.
Quais condições?
O Estado devia dar-lhe uma pensão de sobrevivência [ao ex-presidente], assegurar um escritório, viagens, segurança permanente. Porque um ex-presidente deixa no governo inimigos, deixa pessoas no mundo dessa natureza.
Hoje um ex-presidente tem direito à segurança e a uma pensão...
Não, pensão não tem. Tem direito à segurança, isso a legislação brasileira assegura. São seis pessoas que formam seu staff. A segurança e mais três assessores.
O Estado paga os salários desse staff?
Desse staff.
O que mais deveria ter?
Exatamente o que tem nos Estados Unidos, não mudaria nada.
Descreva.
Ele [o ex-presidente] tem direito a um escritório. Forma o seu escritório numa repartição pública qualquer. O governo dá a ele, ou ele estabelece o escritório. Dá uma verba anual de representação, paga esses funcionários lá da representação, as pessoas que trabalham lá com ele. Dá condições de mobilidade, dá segurança e dá apoio ao ex-presidente.
Com isso, o [Jimmy] Cárter [ex-presidente dos EUA] viaja o mundo inteiro. O [Bill] Clinton tem feito a mesma coisa. Todos os ex-presidente americanos fazem isso.
Mas por que então o sr. como ex-presidente voltou para a vida eleitoral?
Naquela época em que eu tinha deixado a Presidência, eu não pensava em voltar à política. Mas houve o problema do Collor. Todas as forças políticas que tinham ficado contra mim foram me pedir que eu voltasse. Porque com esse temperamento moderador, do diálogo, de sempre procurar harmonizar conflitos, eles achavam que era importante a minha presença dentro do Congresso Nacional. Eu aceitei voltar para prestar um serviço ao país naquele momento.
Mas não era novidade porque o Rodrigues Alves também voltou. O Itamar Franco, o Getúlio [Vargas], o Juscelino [Kubitschek].
O sr. não aconselharia o seu agora aliado Lula a disputar um cargo em 2014?
Em teoria, eu estou lhe dizendo o que acho que deveria ser a Presidência da República. Mas essas são decisões pessoais, que cada um tem que tomar.
O sr. vê ânimo no Congresso para aprovar algo como o sr. defende?
Não. A primeira coisa que dizem é que não se pode dar privilégio, que considera-se isso privilégio. Mas, na realidade, não é privilégio. O país está investindo nos seus homens públicos, que se deve preservar.
Hoje, 17 de dezembro de 2012, quando estamos gravando esta entrevista, o jornal "O Estado de S. Paulo" publica que está sob censura há 1.235 dias, por decisão judicial, impedido de divulgar dados de uma operação da Polícia Federal que investigou seu filho, Fernando Sarney. Por que esse caso dura tanto tempo?
Os advogados entraram com essa ação. No dia que deu entrada, eu publiquei uma nota dizendo que não concordava. Por quê? Sempre tive a tradição de defender a liberdade de imprensa e todos os seus setores no Brasil.
Mas por que imediatamente não retirou [a ação] então?
Retirou.
Mas demorou para retirar...
Não demorou...
...Alguns meses.
Demorou alguns meses para retirar, mas ele retirou...
O governo anterior do ex-presidente Lula e setores do PT, até hoje, falam sobre a necessidade de haver um "controle social da mídia". O que o sr. acha disso?
Eu sou contra qualquer controle de mídia. Nunca a imprensa foi tão dura com um presidente da República quanto como foi comigo no meu tempo. Mas alguns excessos de liberdade de imprensa são corrigidos pelo tempo.
Cabe ao Senado sabatinar os indicados para o Supremo Tribunal Federal. Essas sessões de sabatina são quase uma homenagem. Como melhorar isso?
É ter uma consciência de quem é indicado para ministro do Supremo Tribunal, como para os outros cargos públicos, deve se submeter ao Senado não como se já fosse ministro, mas como um pleiteante que suas qualidades devem ser julgadas e avaliadas.
Os senadores que fazem parte da comissão, que vão inquirir, devem aprofundar, ter a noção de que ali não está a pessoa que já é detentora do cargo, mas que está sendo sujeita ao seu exame. Eu concordo perfeitamente com você.
Deve se repetir a chapa PT-PMDB com Dilma para presidente e Michel Temer de vice?
Acredito que sim. Eu acho que não há nada que possa dizer que não deva ser. A aliança com o PT e com o PMDB, ela hoje não tem nenhum problema.
O senador Renan Calheiros deseja ser seu sucessor como presidente do Senado. Está trabalhando para conseguir os apoios. Quais são as chances de Renan Calheiros?
Dentro do Senado, nós temos o regimento que manda que a Comissão Diretora da Casa seja constituída com a proporcionalidade dos partidos. Assim, o partido majoritário indica o presidente. E os outros indicam proporcionalmente para os outros cargos. Então é dentro das bancadas que se vai fazer a escolha. Nós devemos respeitar a decisão da bancada. Agora, ele [Renan] é um nome de grande expressão dentro da bancada.
Outros poderiam ocupar a mesma posição?
Não vejo ninguém pleiteando, exceto Renan.
Ao deixar de ser presidente do Senado, como será a sua rotina a partir de 2013?
Você sabe que os homens que viajam no espaço, quando eles entram na atmosfera da Terra, eles vão se adaptando à atmosfera, a essa situação que se cria. De maneira que eu já estou nessa fase, preparando-me para deixar a vida parlamentar, que é muito difícil.
Mas quais são seus planos?
Assim que eu deixar o Senado, que não tiver compromissos partidários, eu acho que é muito difícil eu resistir à paixão de voltar ao Maranhão. É uma saudade que não passa.
Acesse a transcrição completa da entrevista.
José Sarney no Poder e Política
Sérgio Lima/Folhapress
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O senador e ex-presidente José Sarney (PMDB-AP) participa do programa "Poder e Política - Entrevista", conduzido pelo jornalista Fernando Rodrigues

Longe das câmeras, Ricardo Murad afronta decisão judicial na Saúde


O Secretário de Estado da Saúde do Maranhão, deputado licenciado Ricardo Murad (PMDB), ao contrário do que vem sendo amplamente divulgado por alguns setores da imprensa maranhense, parece não se importar muito com a saúde da população de São Luís.
Na frente das câmeras, secretário de Saúde encena preocupação com pacientes do Socorrão II. Foto: Reprodução
Na frente das câmeras, secretário de Saúde encena preocupação com pacientes do Socorrão II. Foto: Reprodução
Desde o mês de agosto do ano passado, um paciente de câncer que corre risco de morte, Mauro Rogério Leonardi, vem solicitando, da Secretaria de Estado da Saúde do Maranhão (SES), um concentrador de oxigênio portátil, o popular ‘balão de oxigênio’.
Segundo informações repassadas ao Atual7, após a SES ter negado o pedido, Rogério Leonardi acionou então o Estado do Maranhão na Justiça, que determinou o imediato fornecimento do balão de oxigênio ao paciente.
O juiz José Jorge Figueiredo dos Anjos, titular da 3ª Vara da Fazenda Pública de São Luís, determinou que o Estado fornecesse o equipamento no prazo de cinco dias, contados a partir da decisão, que foi novamente negada pela SES. Pelo descumprimento, a Secretaria deveria pagar multa de R$ 1 mil por dia de atraso.
Decorrido o prazo para cumprimento da determinação judicial, a assessoria jurídica da SES informou que a decisão da Justiça não seria cumprida porque o secretário Ricardo Murad simplesmente ‘não concordava com a decisão judicial’.
No dia 28 de dezembro passado, a juíza Diva Maria de Barros Mendes, respondendo pelo Plantão Judicial, reiterou a determinação da Justiça e arbitrou nova multa diária de R$ 1.500 até o cumprimento da decisão, sem prejuízo das implicações penais decorrentes da desobediência por parte do Estado do Maranhão. A SES até agora não cumpriu a decisão.
Procurado pelo Atual7, o secretário de Saúde do Maranhão, assim como vem fazendo diante da determinação da Justiça, não se manifestou sobre o caso.
Como se percebe, passados quatros meses em que o paciente Rogério Leonardi briga com a SES pela própria vida, Ricardo Murad persiste na afronta à decisão judicial que determinou o fornecimento de concentrador de oxigênio portátil. Se a Justiça do Maranhão decidir agir, a recusa poderá levar o secretário de Saúde à prisão.
Agora, a questão é, quem teria coragem de mandar prender o secretário rebelde? No Maranhão, a resposta mais fácil é saber quem concederá em poucos minutos um habeas corpus.
Ação de Obrigação de Fazer vem sendo desrespeitada por Ricardo Murad desde o mês de agosto de 2012. Foto: Reprodução
Ação de Obrigação de Fazer vem sendo desrespeitada por Ricardo Murad desde o mês de agosto de 2012. Foto: Reprodução

Lobão consegue com a presidente Dilma financiamento para estradas no MA


O ministro de Minas e Energia, senador licenciado Edison Lobão (PMDB-MA), informou hoje que conseguiu, junto à presidente da República, Dilma Rousseff (PT), financiamento para a recuperação e ampliação de rodovias no Maranhão. Lobão citou, por exemplo, a BR-226, no trecho que vai de Timon à Presidente Dutra, ligando a cidade de Porto Franco.
O ministro de Minas e Energia, senador licenciado Edison Lobão. Foto: Antonio Cruz/ABr
O ministro de Minas e Energia, senador licenciado Edison Lobão. Foto: Antonio Cruz/ABr
Em entrevista na manhã desta quarta-feira (2) aoBlog do Luís Cardoso, o ministro maranhense, que passou o ano novo em São Luís, explicou que o pacote do financiamento das rodovias é de R$ 1 bilhão.
Edison Lobão apontou ainda a construção de uma BR que ligará o Delta do Parnaíba à cidade de Barreirinhas, encurtando o distanciamento entre os Estados do Piauí e Ceará ao maior polo turístico do Nordeste, que são os Lençóis Maranhenses.
O ministro de Minas e Energia informou também que 1 milhão e quinhentas mil pessoas foram beneficiadas pelo Programa Luz Para Todos no Maranhão. Ou seja, 25% da população do Estado. Lobão destacou que o programa estancou, em todo o Brasil, o êxodo rural.
Ele lembrou que os aparelhos da linha branca [fogões, geladeiras, máquinas de lavar roupas e liquidificadores] bateram o recorde de vendas no País. “Só em televisores, foram vendidos mais de dois milhões de aparelhos”, disse o ministro.
O Programa Luz Para Todos ganhou repercussão internacional ao ponto de Lobão ser convidado pela ONU para ser o consultor do programa em nível mundial. O ministro foi informado, pelo dirigente da ONU, que o Luz Para Todos vai ser implantado em países do terceiro mundo, como África, Índia e outros latinos.
No Maranhão, o Luz Para Todos é feito em parceria com o Governo do Estado. O Ministério de Minas e Energia entrega o sistema de luz elétrica por um custo reduzido e a governadora Roseana Sarney banca as despesas de consumo para a maioria da população do Estado.

Ribamar Alves é o primeiro filho de Santa Inês a administrar a cidade


O ex-deputado federal e agora prefeito de Santa Inês, Ribamar Alves (PSB), é o primeiro filho da cidade a administrar o município. O ex-prefeito Robert Bringel passou a faixa que simboliza a passagem do mandato para o atual prefeito às 11h desta terça-feira (1º), em uma grande solenidade na frente da prefeitura do município.
Na mesma sessão solene, o vereador José Franklin Skeff Seba, o Seba (PTB) foi eleito o novo presidente da Câmara Municipal de Santa Inês. Ele obteve dez dos dezessete votos dos vereadores e venceu o ex-presidente João Batista Santos de Melo (DEM).

A eterna incompetência da CEMAR


Inicialmente, por dever de justiça, destacar o trabalho e esforço do Gerente de Comunicação da CEMAR, o competente e atencioso Luís Carlos Cardoso. Entretanto, ao que parece a maioria dos demais setores infelizmente não seguem o mesmo ritmo.
Mais uma vez basta cair os primeiros pingos d’água para pipocar as faltas de energia para tudo que é lado e demonstrar assim a fragilidade e a incompetência da CEMAR para resolver um problema que acontece á décadas e anualmente.
Já no dia 1º de janeiro deste ano, alguns moradores e donos de estabelecimentos comerciais na Avenida Litorânea tiveram o dissabor de começar 2013 acarretando um enorme prejuízo. Logo após a chuva da virada do ano, por volta das 2h30, esses estabelecimentos sofreram com a interrupção da energia elétrica que só foi restabelecida quase 12 horas depois.
Isso acarretou prejuízo na festa da virada, pois alguns bares encerraram mais cedo pela falta de energia e até mesmo alguns “consumidores” aproveitando a escuridão, deixaram estabelecimentos sem pagar pelo consumo já feito, ocasionando ainda mais prejuízo. Além disso, durante a manhã do dia 1º esses estabelecimentos não tiveram como atender com qualidade os seus clientes, pois as bebidas estavam quentes, o som não funcionava e tudo pele interrupção da energia ainda da madrugada.
Já na noite de quarta-feira (02), após novamente uma chuva, foi a vez de alguns bairros de São Luís, como: Olho D’Água, Turu, Jardim Eldorado, Chácara Brasil, Habitacional Turu, Divinéia, Vila Luizão e outros que ficarem sem energia durante quase noventa minutos e isso sem falar na oscilação que foi constante, pois chegou e faltou energia por diversas vezes, ocasionando assim um amento na possibilidade de queima de aparelhos elétricos.
O curioso é que o problema acontece anualmente no mesmo período e com tanta tecnologia e recursos financeiros, a CEMAR ainda não conseguiu evitar que moradores e donos de estabelecimentos passem por esse prejuízo e desconforto. Haja incompetência e olha que o “inverno” ainda nem começou.

Ajuda do Governo nos Socorrões pode continuar


Uma nova realidade vivem os Hospitais Socorrões
A ajuda da Secretaria de Estado da Saúde nos hospitais de urgência e emergência de São Luís deve prosseguir nos primeiros meses da administração de Edivaldo Holanda Júnior (PTC). Pelo menos foi o que sinalizou ontem o secretário municipal de Saúde, Vinícius Nina.
Vinícius afirmou ter sido “providencial”, a parceria institucional entre Governo e Prefeitura. “As diferenças políticas tem de ser colocadas em outro plano, para que a gente possa reconstruir a Saúde, tanto com a dignidade no atendimento, quanto à credibilidade junto população no sistema de saúde de São Luís”, disse.
Nina afirmou que o Município deve estar alinhado ao Estado revelou que um plano de ação será colocado em prática a partir dos próximos dias, para reorganizar atendimento de urgência e emergência da capital. “A parceria deve acontecer. Isso está previsto na Lei Orgânica da Saúde, para que as as iniciativas na área sejam ‘tri-laterais’, com a participação do Estado, da União e do Município. Vamos estar alinhados par que isso continue acontecendo”, completou.
Na última semana, o Governo assumiu os Socorrões, após praticamente a paralisação da rede municipal. O SAMU também recebeu apoio da estrutura do Estado par voltar a operacionalizar.

Teresa Murad decreta Emergência em Coroatá


A prefeita Teresa Murad (PMDB) decretou situação de emergência nesta quinta-feira (3) no município de Coroatá, devido à total desorganização administrativa e financeira em que ela recebeu a prefeitura. Os prédios públicos municipais estão depredados, móveis, equipamentos e documentos não foram encontrados, o Hospital Geral Municipal foi desativado e os serviços de limpeza paralisados.
O Decreto 02/2013 leva em consideração a total falta de material de expediente e combustível para automóveis necessários para o funcionamento dos órgãos municipais; o 0estado de abandono em que se encontra o município nas áreas de limpeza e iluminação pública; que os imóveis onde funciona a prefeitura, os postos de saúde e escolas municipais encontram-se sem a mínima condição de funcionamento, comprometendo a s0egurança dos funcionários, pacientes e alunos; e a completa paralisação do HGM, por falta de condições de funcionamento.
Também motivaram a decretação da emergência a ausência de qualquer documento referente à contabilidade do Município e a inexistência de inventário patrimonial e registros de servidores efetivos, comissionados ou contratados, impossibilitando a elaboração da folha de pagamento mensal. Até HDs dos computadores foram levados dos órgãos municipais.
Pelo Decreto, ficam dispensados de licitação os contratos de prestação de serviços e aquisição de bens necessários às atividades que visem retomar a normalidade administrativa e financeira do Município, pelo prazo de 90 dias, prorrogáveis por igual período.
Em outro decreto, a prefeita determinou a realização de imediata e completa auditoria contábil e financeira na folha de pessoal e em todas as contas da Prefeitura de Coroatá, de todas as secretarias municipais e de todos os órgãos da administração indireta já extintos: o Hospital Geral do Município, o Fundo Municipal para o Remédio Popular, o Instituto Municipal do Meio Ambiente e o Sistema de Abastecimento de Água e Esgoto do Município (SAAE).
“Encontramos a cidade em estado de abandono, não recebemos informações oficiais necessárias ao bom andamento da administração e precisamos dar respostas imediatas à população. Já iniciamos um mutirão de limpeza das ruas de Coroatá e vamos tomar todas as providências cabíveis para restabelecer todos os serviços públicos municipais”, declarou Teresa Murad.
Para limpar a cidade, que estava tomada por lixões, estão sendo utilizadas 10 caçambas comuns e três truncadas, três pás carregadeiras e dois caminhões, operados por 40 homens. Paralelamente, 96 garis trabalham na varrição das ruas, em todos os bairros de Coroatá.

Festa de retorno de Dr. Tema a prefeitura reúne uma multidão no bairro Luisão.





                A festa em comemoração a posse e retorno do prefeito Dr. Tema a prefeitura aconteceu ontem na avenida Seabra de Carvalho, bairro Luisão, reunido cerca de cinco mil pessoas. A banda Solteirões do Forró fez o espetáculo em meio a chuva e a alegria contagiante da multidão que vararou a madrugada. Muito bem aplaudido o prefeito Dr. Tema falou da nova gestão adiantando algumas medidas que já foram tomadas, entre elas a reabertura do Hospital das Clínicas e a aquisição de um grande lote de medicamentos para suprir as necessidades do hospital. Ele aproveitou o momento para anunciar oficialmente todo seu secretariado e alguns assessores de primeiro escalão. 

Petista forja o próprio sequestro no Paraná.


A vereadora Ana Maria Holleben (PT), reeleita em Ponta Grossa, nos Campos Gerais, forjou o próprio sequestro no início da noite de terça-feira (1º), no trajeto entre o teatro onde ocorreu a cerimônia de posse e a Câmara Municipal, onde seria escolhida a nova Mesa Diretora do Legislativo. A informação foi confirmada pelo delegado do Grupo Tigre, Luiz Alberto Cartaxo, em entrevista coletiva concedida na noite desta quarta-feira (2).

A parlamentar foi 'encontrada' no final da tarde desta quarta. Ela deu entrada por volta das 18h30 na Santa Casa de Ponta Grossa. Segundo informações da rádio Difusora de Ponta Grossa, Ana Maria não apresentava agressão física, mas estaria bastante nervosa. Ela passou por exames com sua médica particular no Hospital Regional, para onde foi transferida. A vereadora foi autuada em flagrante por falsa comunicação de sequestro, fraude e formação de quadrilha.

Segundo o delegado do Tigre, a vereadora deve prestar depoimento sobre o caso depois que se recuperar. "Ela já está autuada. Mas, antes de ser ouvida, deve passar por atendimento", disse Cartaxo. De acordo com ele, Ana Maria já está presa, de modo temporário, e sob escolta policial no hospital.

Segundo ele, o falso sequestro foi planejado pela vereadora, pelo assessor dela, Idalécio Valverde da Silva, e por familiares dele, Adalto e Suzicleia Valverde. Os três, além da parlamentar, já tiveram a prisão temporária decretada e estão detidos. Um quinto participante, identificado como Reginaldo da Silva Nascimento, está foragido. Os quatro também vão responder por falsa comunicação de sequestro, fraude e formação de quadrilha.

Cartaxo explicou que o assessor da vereadora ficou responsável por sabotar o carro dela antes de Ana Maria usá-lo para ir à Câmara Municipal. A sabotagem foi necessária por que a parlamentar estava com a mãe no veículo. Após a pane, Reginaldo da Silva abordou a parlamentar e colocou em prática o falso sequestro.

Segundo o delegado, ainda não há informações sobre o local onde a vereadora ficou entre a noite de terça e o final da tarde desta quarta-feira. Ele também contou que, quando estava 'sequestrada', a vereadora usou o celular de Adalto, irmão do assessor Idalécio, para ligar ao próprio filho comunicar o crime, mas garantir que estava bem.

O delegado do Tigre destacou que a vereadora forjou o próprio sequestro para não participar da eleição da Mesa Diretora da Câmara de Ponta Grossa. "Por interesses pessoais, ainda não revelados, ela decidiu por não votar e, por isso, planejou todo o crime", complementou. Luiz Alberto Cartaxo não descartou a possibilidade da participação de outros agentes públicos no caso. "A possibilidade surgirá caso a investigação avance neste sentido. Dependendo das informações, certamente que isso será trazido ao conhecimento de todos", disse.

Diretor Geral do Detran/MA pede exoneração do cargo


O Diretor Geral do DETRAN/MA, Flávio Trindade, resolveu pedir exoneração do cargo. A decisão foi tomada na tarde desta quinta-feira (03), sendo imediatamente comunicada a todos os chefes.


Em seguida, Trindade deixou as dependências do órgão com destino ao Palácio dos Leões onde entregará a carta de exoneração à governadora Roseana Sarney.

A Diretora Financeira, Marília Mendonça, assumirá o posto deixado por Flávio Trindade até que a governadora decida quem será o novo titular do comando do Detran/MA.

Há alguns dias circulavam informações sobre uma possível queda de Flávio Trindade que tem ligações com o senador João Alberto de Souza.

Ele não explicou os motivos que o levaram a pedir exoneração do cargo.

Canindé Barros, ex-secretário da SMTT, é o mais cotado para assumir a direção geral do DETRAN.

Pelas informações, o governo não estava satisfeito com o trabalho de Trindade porque a arrecadação caiu e a inadimplência do IPVA chegou ao patamar de 60%. O governo estaria buscando um técnico com capacidade para fazer a reestruturação do órgão.

Edivaldo Holanda Júnior cobra transparência, honestidade e economia de recursos públicos


No pronunciamento dirigido ao secretariado, empossado na manhã desta quarta-feira (02), o prefeito Edivaldo Holanda Júnior pediu empenho na tarefa de reconstrução de São Luís. As palavras de ordem foram transparência, honestidade e economia de recursos públicos. “Estamos dando os primeiros passos rumo à mudança e modernização municipal. Temos compromisso com a transparência, honestidade e transformação, com a reconstrução de nossa cidade”, disse o prefeito.
O prefeito afirmou que não haverá descanso enquanto a cidade precisar do esforço sobre-humano de toda a equipe para recuperá-la. “Todos nós teremos metas a cumprir, e desta tarefa não abrirei mão enquanto prefeito. São Luís tem pressa porque ficou parada durante quatro anos. A cidade está de olho em nós. A sociedade nos cobrará, acompanhando cada ação nossa. Os adversários sempre estarão torcendo contra. A nossa querida imprensa será fiscal permanente de nossas ações, do nosso desempenho”, acrescentou.

Edivaldo Júnior disse, ainda, que a palavra de ordem é vencer, lembrando que o time está entrando em campo para ganhar o jogo, não podendo perder nem empatar.

Ao final, o prefeito exigiu que cada secretário elabore um plano de economia de recursos públicos em cada secretaria. “A ordem é praticar austeridade. Transparência é a ordem do dia do governo”, finalizou.

Proposições da deputada Valéria Macedo beneficiam o Maranhão


Com mais de 32 proposições destinadas a beneficiar municípios do interior do Estado, somadas à participação na Comissão de Saúde, à presença em sessões plenárias, bem como encontros dentro e fora do Estado e a defesa de várias categorias representativas, como a dos enfermeiros. Assim, a deputada Valéria Macedo avalia como positivo o ano de 2012, no seu segundo ano de mandato pelo Partido Social Democrático – PDT. Em 2011 (no primeiro ano), a deputada teve praticamente o mesmo número de proposições aprovadas.

Fazendo uma análise das matérias enviadas pelo Poder Executivo, que ajudou a aprovar, votando de forma favorável, Valéria Macedo destaca o Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos dos servidores públicos do Estado, onde participou de várias discussões.

Outra proposta destacada por ela é o Projeto do Orçamento do Estado para o exercício financeiro de 2013. Ratificou que mesmo fazendo parte do Bloco de Oposição, tudo o que for para beneficiar o povo do Maranhão votará sempre de forma favorável.

MUNICÍPIOS BENEFICIADOS

Os municípios beneficiados com as proposições apresentadas pela deputada Valéria Macedo e aprovadas pelo plenário da Asssembleia Legislativa em 2012 foram: Lejeado Novo, Senador La Roque, Açailândia, Porto Franco, Montes Altos, Dom Pedro, Estreito, São João do Paraíso, Ribamar Fiquene, Sitio Novo, Imperatriz, Gonçalves Dias, São Pedro dos Crentes, Grajaú, Presidente Dutra, Amarante, Campestre, entre outros.

Valéria Macedo entrou ainda na luta, com várias proposições, para emancipar povoados, no projeto de criação de novos municípios do Estado do Maranhão, realizando encontros com representantes de comunidades.

Ela incentiva ainda a criação do Estado Maranhão do Sul, participando de discussões diversas em Brasília. (Assecom)

Câmara dará posse hoje a Genoino e mais 13 deputados


A Câmara dos Deputados vai dar posse, nesta quinta-feira (3), a 11 suplentes que assumirão definitivamente as vagas deixadas por parlamentares que renunciaram ao mandato para exercerem o cargo de prefeito em vários municípios do país. Outros três suplentes serão empossados interinamente porque os titulares apenas se afastaram para assumir postos nos executivos municipais.

Sergio Lima/Folhapress
José Genoino, com a filha Mariana, após entregar os documentos necessários para tomar posse como deputado federal
José Genoino, com a filha Mariana, após entregar os documentos necessários para tomar posse como deputado federal
A cerimônia de posse está marcada para as 15h, na sala da presidência da Câmara, e será conduzida pelo primeiro-secretário da Casa, deputado Eduardo Gomes (PSDB-TO). O parlamentar está de plantão esta semana para dar posse aos novos deputados porque o Congresso está de recesso até o próximo dia 5 de fevereiro.

Ao todo, 27 suplentes serão efetivados como deputado. Segundo a Secretaria-Geral da Mesa da Câmara, os demais suplentes que não participarão da cerimônia de hoje não precisarão fazer um novo juramento de posse, pois já exerceram o mandato em outras ocasiões.

Entre os suplentes que tomarão posse hoje está o ex-presidente do PT José Genoino, condenado a seis anos e 11 meses de prisão em regime semiaberto pelo STF (Supremo Tribunal Federal), por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no julgamento do mensalão.

Ontem, Genoino entregou à Mesa Diretora da Câmara a documentação necessária para assumir, de forma definitiva, a vaga aberta com a saída de Carlinhos Almeida (PT-SP). Almeida tomou posse como prefeito de São José dos Campos.

Confira a lista dos deputados que serão empossados hoje:
Anselmo de Jesus Abreu (PT-RO)
Bernardino de Oliveira (PRB-PR)
Eurico Pinheiro Bernardes Junior (PV-RJ)
Fábio de Almeida Reis (PMDB-SE)
José Francisco Cerqueira Tenório (PMN-AL)
José Genoino (PT-SP)
Luiz Barbosa de Deus (DEM-BA)
Manuel Rosa da Silva (PR-RJ)
Maria Margarida Martins Salomão (PT-MG)
Nilmário Miranda (PT-MG)
Osvaldo Reis (PMDB-TO)
Paulo Fernando dos Santos (PT-AL)
Renato Andrade (PP-MG)
Urzeni da Rocha Freitas Filho (PSDB-RR)

Bebê segura o dedo do médico durante cesariana; veja


A foto de uma cesariana na qual o bebê segura o dedo do médico ainda na barriga da mãe se tornou viral neste começo de ano.
O momento foi capturado pelo pai da criança, Randy Atkins, durante o parto.
"O médico me chamou e disse 'Olha, ela está segurando meu dedo.' Então eu corri para tirar a foto e fiquei assombrado com aquilo. É uma fotografia tão incrível," disse Atkins em entrevista para o canal americano KTVK.
O casal do Arizona, que batizou a filha de Nevaeh um anagrama de Heaven (céu em inglês), só divulgou a foto recentemente, apesar do parto ter ocorrido em outubro.
A mãe, Alicia Atkins, achou que as pessoas não iriam gostar da imagem, mas ficou surpresa com retorno positivo que recebeu.
Até a equipe que estava trabalhando no parto ficou surpresa com a cena.
Reprodução/Facebook/AClassicPinupA
Bebê segura o dedo do médico durante cesariana
Bebê segura o dedo do médico durante cesariana

Agora bem aí! Eric Costa encontra auditório da prefeitura saqueado


Ao chegar na prefeitura, Eric Costa constatou que os equipamentos do auditório foram saqueados. Desapareceram no final de 2012, cadeiras, telão, caixas de som e outros equipamentos. Esta é uma das heranças malditas deixada pelo ex-gestor de Barra do Corda. 

Foto: Ivan Silva
Foto: Ivan Silva